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31 | Jan

Por que a adequação à LGPD pode contribuir para melhores resultados financeiros das empresas?

A adoção de mecanismos que visem à conformidade com a LGPD também traz retornos financeiros, que vão além do valor investido para sua implementação.

Por que a adequação à LGPD pode contribuir para melhores resultados financeiros das empresas?

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (“LGPD”), em conjunto com a rápida mudança de paradigma em relação ao uso de dados, acelerada ainda mais pela pandemia de Covid-19, que estimulou a digitalização dos negócios em geral, mostra a necessidade e maior relevância das práticas de governança e proteção envolvendo o tratamento de proteção de dados pessoais.

A LGPD trata como obrigação para as empresas (e consequente responsabilização), a prestação de contas com relação ao tratamento de dados pessoais, podendo ser requerida, também, a demonstração de como ocorre tal tratamento. Assim, não se trata apenas do cumprimento dos artigos da referida lei, mas também de uma responsabilidade ativa de apontar as evidências e a eficácia das medidas tomadas no sentido de cumprimento das normas aplicáveis.

Isto posto, a legislação traz diversos desafios para garantir a privacidade e a proteção de dados pessoais dos titulares, uma vez que exige a criação de mecanismos concretos direcionados ao atendimento de preceitos legais, visando à prevenção de irregularidades e mitigação de riscos.

Sabe-se que o tratamento de dados pessoais é cada vez mais relevante para as empresas, uma vez que a utilização estratégica de dados pessoais pode trazer benefícios comerciais importantes para o negócio, como, por exemplo, a segmentação de mercado que o tratamento de dados proporciona às organizações.

No entanto, é importante destacar que, aliado ao tratamento estratégico dos dados pessoais, as empresas também podem auferir melhores resultados financeiros com a adequação da sua atividade de tratamento de dados à LGPD.

Prova disso foi o levantamento realizado pela Cisco Security, empresa atuante na área de segurança de redes, que reuniu 2.800 profissionais em 13 países. Nessa pesquisa, 70% das empresas afirmaram que os investimentos alocados em privacidade e proteção de dados pessoais promoveram diversos ganhos comerciais, tais como a redução de atrasos nas vendas, a melhoria da agilidade e inovação, e, sobretudo, a maior fidelização e confiança por parte dos clientes.

No Brasil, o mencionado estudo apontou que o retorno médio do investimento realizado na adequação das empresas à LGPD é 3,3 vezes o valor investido. Ou seja, além do grande risco de sofrer sanções administrativas, pecuniárias, além de exposições e prejuízos comerciais e reputacionais, conforme previsto na referida normativa, não restam dúvidas de que as empresas que deixam de investir no processo de adequação à LGPD, também deixam de auferir melhores resultados.

Destarte, é evidente que as entidades que mais investem em privacidade e proteção de dados pessoais, mais se destacam no mercado em todos os aspectos, que está cada vez mais competitivo e atento às novas práticas e exigências à luz da LGPD e demais normativas aplicáveis ao tema.

A equipe Empresarial do Mello Pimentel Advocacia está à disposição para eventuais esclarecimentos, orientações ou providências sobre o assunto.

 

Por Giovana Jardelino e Helen Figueiredo. E-mail: empresarial@mellopimentel.com.br